Agradeço à mesa. Saúdo aos companheiros, caros camaradas, capitães de abril. Chamo-me Larissa e represento o capitão do nosso glorioso e revolucionário abril, capitão Salgueiro Maia.
Junto aos camaradas mantive minha fidelidade às armas fazendo jus ao juramento da bandeira ao liderar o MFA na revolução dos cravos. O MFA com todo o seu senso cívico representa claramente uma extensão do povo português. Trata-se de um movimento cuja magnífica leitura da realidade o fez vitorioso. Derrubamos um estado que não era social, nem corporativo, mas um estado Salazarista cujo “tradicionalismo de vanguarda” oprimia nossa pátria.
Não tenho pretensões políticas, reconheço que sou simplesmente um ser pensante que sabe muito bem seu lugar, que é no exército. Alguém que junto ao MFA lutará pelos interesses do povo nem que seja com minha própria vida. Como um sapateiro, operário, desvencilhou tão sabiamente em palavras, na Comuna de Paris, o hino da Internacional Comunista diz: “Façamos por nossas mãos, para que os protestos não sejam vãos”.
E essa é nossa pretensão: levar ao poder alguém que de fato represente a extensão da nação lusa, com políticas que nos ergam novamente, nesse processo de transição de uma ditadura colonialista e extremamente cruel, como a em que vivemos.


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